Segunda, 25 Abril 2022 09:25

Mensagem de Nossa Senhora de Piedade em 15.04.2022

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Queridos filhos!

É grande o nosso amor a Jesus neste dia. Amor que Ele nos concede pela sua morte. Jesus se doa por amor imenso por cada um de nós.

E hoje estamos aqui iniciando este momento de agradecimento a Jesus por tudo, em especial, pedindo a Ele perdão. Perdão por tantas faltas, falhas que o mundo tristemente comete contra esse Sagrado, Santo e Misericordioso Coração.

É triste saber que existem muitas almas, muitos corações, que não sabem a importância da celebração dessa semana de reflexão belíssima, fortíssima, cercada também de lágrimas, sobre a grande missão de Cristo como nosso Salvador.

Olhando para o momento presente, vejo que o mundo nunca esteve tão necessitado deste Salvador. Há tanta dor e falta de união na Terra. Há tantos que, apesar de celebrarem, não vivem aquilo que Jesus quer que vivamos. Que possamos sentir verdadeiramente o que é esta Sexta-feira Santa para nós.

Quantos sofrimentos, quantos corações que, mesmo Jesus estando presente neles, ainda carregam muita dor. O mundo, a humanidade, passa hoje por um calvário muito maior do que se pode enxergar.

O calvário que Jesus passou, que Jesus venceu, foi o Calvário do Amor. Foi por amor que Ele deu a vida por você. Foi por amor que Ele morreu na cruz por você. Foi por amor que Ele se entregou para que pudesse respirar a paz.

E hoje sobre a terra existe um calvário de cruz, um calvário de sofrimentos, de tormentos, de tribulações. Um calvário, que o próprio homem está construindo para si mesmo. Por isso, nesta Sexta-feira Santa, eu, Maria, a Mãe de Jesus, aquela que tomou Jesus morto nos braços, peço a vocês que reflitam de uma forma sábia sobre os atos e ações do mundo. Porque a dor não passou, o sofrimento não acabou.

O homem continua, de uma forma tão triste, desrespeitando a vida, desrespeitando Deus, que é o nosso Pai, o Criador. Por isso, hoje, vocês estão aqui para ser o exército de Jesus que, nesta Sexta-feira Santa, levanta-se. Vocês são os soldados que estão em uma grande batalha, diante de uma guerra, mas não têm forças para continuar e vencer essa batalha. E, nesta Sexta-feira Santa, somos chamados por Jesus a nos levantar, a ser o exército que se coloca na presença de Deus, na presença de Jesus. Na memória da Paixão de Jesus, estaremos nas Entranhas do Coração de Jesus Misericordioso.

Além disso, hoje, inicia-se, em um só coração, a grande súplica a Jesus pela paz e o Triunfo do meu Imaculado Coração por meio da Novena da Misericórdia. Pela Paixão, Jesus se fez Misericórdia. Inclusive, gostaria que, nesta meditação contemplativa, vocês se colocassem diante do coração que foi cruelmente, cruelmente, transpassado pela lança, que fez jorrar do Coração de Jesus Misericordioso a água, que é a grande purificação do mundo.

Na verdade, no momento em que Jesus foi transpassado pela lança, todo o seu sangue não estava mais no seu corpo. Todo o seu sangue já havia sido derramado no caminho daquele calvário. E, por fim, veio a grande graça: O sangue, a grande purificação; a água, a grande ablução. O sangue na verdade lava e purifica; a água também lava e santifica.

Então, coloquem-se como o exército de Deus dos tempos de agora. Nesses tempos em que Jesus precisa muito de vocês, porque a batalha é muito grande. Coloquem-se diante de Jesus no calvário para perceber que Ele nos fala do grande calvário, do pior calvário, que se encontra a humanidade: as famílias, as crianças, os jovens, os pais, as mães, os missionários, todo o povo de Deus. E também a Santa Igreja que caminha nesse mesmo calvário dos filhos de Deus em tempos de lutas, em tempos de batalhas, mas também em tempos de vitórias. Aqueles que têm no seu coração essa fonte da graça de Deus, que é o Espírito Santo de Deus, que é a Misericórdia de Jesus, não serão destruídos.

Então, esse exército se levantará! Esse exército se colocará de pé na presença de Jesus!

E, hoje, estamos aqui para nos colocar no calvário com Jesus. Para memorar cada caminho que Jesus percorreu, cada passo que Jesus deu. Lembrar de quando Ele olhou aquela multidão e disse que o grande sofrimento estava no coração do próprio homem.

Jesus caminhava derramando sangue vivo de tantas feridas, de tanta dor – dolorosa dor, mas Ele, firme, dava ao mundo a grande paz, a grande salvação.

Hoje, quero que vocês se coloquem ao meu lado, como a Mãe de Jesus, aos pés da cruz. Fiquemos todos nós aos pés da cruz! Vamos nos colocar aos pés da cruz e pedir a Deus mais fraternidade, porque, na realidade, Jesus quer uma família fraterna. Ele nos fez uma família quando me disse: “Mãe, eis aí teu filho. Filho, eis aí tua mãe![1]

Jesus quer uma grande fraternidade. E, aos pés da Santa Cruz, temos a graça de ser fraternos e a graça de saber o quanto é difícil ser fraternos.

O demônio sempre lança o veneno e, muitas vezes, por não ser humilde, como precisar ser, como Jesus é – como Jesus foi e é, você acaba caindo em suas armadilhas.

A humildade de Jesus que demonstrou ao aceitar aquela cruz, ao carregar aquela cruz, ao morrer naquela cruz, é grande. A santidade de Deus, a santidade do Filho de Deus é grande. Essa santidade que precisa refletir no coração do povo de Deus.

Para salvar almas é preciso ser como Jesus, amar como Jesus, perdoar como Jesus, abraçar como Jesus e sentir como Jesus. É isso que vocês precisam viver!

Essa Sexta-feira Santa nos faz ver também o sofrimento do momento presente: doenças, guerra, violência. Violência em todas as partes, crueldades em todas as partes do mundo, fome em quase todos os lugares da Terra. Muita falta de fraternidade e de igualdade. Essa Sexta-feira Santa nos faz ver o grande momento em que a humanidade vive: a falta de Deus, a falta de temor a Deus.

Hoje, deveria ser para muitos o dia de se meditar a morte de Jesus. Para aprender a fazer essa reflexão sobre a morte, pensem na morte de alguém que se ama muito e que Deus veio e o colheu desse jardim que é a Terra, colheu o filho amado, a filha amada. Quando se para e reflete sobre o dia da morte de alguém querido, que sabe que Deus veio e colheu o irmão ou a mãe, sente o vazio, a dor, o respeito. Assim também, hoje, é o dia de refletir sobre a morte de Jesus.

Como o mundo tem refletido a morte de Jesus?

Como está sendo esta Sexta-feira Santa para a humanidade?

Será que está sendo de santidade, de volta a casa do Pai, de vencer o calvário dos tempos de hoje: doenças, pestes, guerra, fome, miséria, batalhas? Temos batalhas principalmente espirituais na família.

Será que o homem está voltado à fraternidade? Será que entende que o próprio Cristo nos fez uma família, fez-nos uma Igreja belíssima e nos deu o presente da Eucaristia? Jesus sabia o quanto precisaríamos d’Ele e, por isso, fez-se alimento para nós. Jesus nos deu a vida completa: na cruz e na Eucaristia. E hoje esquecemos de viver Cristo em nós, de respirar Cristo em nós, de sermos bons como Cristo é bom para nós. Vivermos essa bondade Divina, esse Reino de Deus?

A violência domina. A dor domina. A indiferença domina.

Como o homem pode viver uma Sexta-feira Santa como está vivendo?! Como vive a memória da Paixão de Nosso Senhor sem se encharcar no amor a Jesus, no amor a Deus, que nos ama?

A única prova concreta que temos é o amor de Deus por nós. Ela é real. Ela é limpa. Ela é transparente. É visível aos olhos do corpo e da alma. Tudo é amor de Deus. Toda obra que Deus fez, fez por amor aos filhos. Inclusive, deu seu próprio Filho por amor aos filhos.

Muitas vezes, o homem vive tão frio, tão cercado de apegos doentios, enquanto o que é mais sagrado não valoriza: a passagem. Poder passar por aqui e viver bem cada dia, cada momento, cada segundo, cada anoitecer, sabendo que, quando o Senhor vier ao seu encontro, estará preparadíssimo para estar com Ele. E Jesus lhe deu essa graça de se preparar. A Paixão de Jesus, a morte de Jesus é o caminho de nossa preparação. Ele mostrou que, por amor, Ele morreu, e, por amor, Ele ressuscitou. O mesmo amor da morte é o mesmo amor da vida. Ele se entregou, mas Ele ressurgiu, dando-nos a graça do maior presente de Deus: a ressurreição para nós.

Em tempos de nuvens pesadas, causadas pelo sofrimento plantado pela humanidade, que são as consequências dos pecados, Jesus veio e nos transbordou de misericórdia.

Hoje, estamos aqui diante de duas vitórias: o Amor de Jesus, porque a morte de Jesus é o próprio amor de Jesus por nós, e a Misericórdia de Jesus, que nos faz viver a beleza da Páscoa. Sentir realmente o porquê Jesus nos ama imensamente. E Ele faz tudo por nós. Inclusive, temos a felicidade de ter a fonte da salvação na Terra, que é a Misericórdia de Deus.

Eu gostaria muito, filhos, de que entendessem essa mensagem de hoje. Que entendessem os planos de Deus para a vida de vocês. Que vivessem com mais respeito a Deus, com mais amor à vida. Que não brincassem tanto com aquilo que é demasiadamente precioso que vocês têm, que é a alma, o coração, os sentimentos.

Desejo que possam sentir a felicidade de se encontrar com Jesus nesta Sexta-feira Santa, que vivam o calvário com Jesus, que saibam reconhecer, pela cruz, veio a vitória.

Por isso, vocês estão aqui vivenciando uma Sexta-feira de oração e de jejum.

E é preciso jejuar mesmo! O mundo está muito doente. E o calvário maior hoje é justamente a falta de amor à vida que Jesus nos deu, a vitória que Jesus nos deu. Por isso, a humanidade sofrerá, e muito, se não voltar a esta Sexta-feira Santa, ao Coração de Jesus. Se não se encharcar verdadeiramente das belezas misericordiosas desse Coração Santo e Redentor.

Hoje, temos aqui, neste Santuário, a graça de vivermos uma Sexta-feira Santa de verdade, recebendo o Céu para nos catequizar em tempos de batalhas. Estamos diante de uma batalha terrível e, se os homens não se voltarem ao coração de Deus, à Sexta-feira Santa, a esse calvário, e se não se colocarem aos pés da Santa Cruz, o mundo sofrerá e amargará diante do sofrimento. Este que Jesus não quer para nós! Por isso, Ele morreu por nós. Ele não quer esse sofrimento para vocês, filhos. Ele quer a vitória de vocês! Vocês estão aqui conscientes de que existe a salvação. Existe o Salvador! Existe a Misericórdia do Senhor.

Assim, vamos com amor pedir a Jesus a cura dos nossos corações. Cada um peça a cura do seu coração. Eu, Maria, peço a Jesus a cura de todos os corações dos meus filhos, que o seu coração se converta ao amor fraterno. Quando o mundo for fraterno, alcançará o maior presente de Deus: o Triunfo do meu Imaculado Coração.

Com amor, com adoração, com alegria no nosso coração, mesmo cercado de lágrimas, temos que ter sabedoria para saber que Deus, mesmo nos momentos mais difíceis, deu-nos a maior alegria: a salvação. Quem sabe confiar no Senhor compreende que esta Sexta-feira Santa, mesmo cercada de dor para a Mãe de Deus, foi o momento em que eu vi a alegria no Coração de Deus pela salvação da humanidade.

Por isso, com grande carinho, eu quero lhes dar a minha bênção.

Neste momento, Nossa Senhora abençoa todos enquanto cantam: “Dai-nos a bênção...”

Queridos filhos!

Vamos fazer um oferecimento a Jesus deste momento de oração, deste jejum.

Por que é um dia de Jejum? Porque a alegria em nosso coração é saber que, nesta Sexta-feira Santa, meditamos a nossa grande libertação. O mundo prisioneiro do pecado se vê salvo por aquele que é o perdão verdadeiríssimo: Nosso Senhor Jesus Cristo.

Então, o jejum é uma forma de agradecimento por esta graça. É feliz quem faz o jejum, mesmo que sejam por momentos, que sejam por horas, porque o jejum é um agradecimento à Santíssima Trindade.

Hoje é também um dia de adoração. Por que é um dia de adoração? Porque é um dia de acolhermos Cristo. Tenham a plena consciência de que Ele morreu na cruz por você. Ele dá a vida por você. Se não tivessem alcançado essa vida, estariam em um sofrimento tão grande que não suportariam. Mas, o mundo tem a salvação. A salvação nos foi conduzida por Cristo.

Por causa da falta de conduta da humanidade em corresponder aos ensinamentos que Cristo nos deixou, estamos passando por um tempo maior da Misericórdia. A grande graça nos foi dada pela morte de Jesus na cruz. Essa foi a grande vitória! Por ela, podem se preparar com sabedoria para a vitória, que é a ressurreição.

Neste momento contemplativo, meditem sobre a dor, meditem sobre a tristeza. Estão aqui hoje tendo a honra de fazer um momento de oração, de jejum, de silêncio, de acolhida da Palavra, de reflexões sobre o calvário. Jesus venceu esse grande calvário! Ele suou sangue para que seu coração não suasse sangue. Ele derramou sangue para que o seu coração não sangrasse com o sangue da dor. Temos a graça da Misericórdia. Vocês iniciarão a Novena da Misericórdia, façam isso com todo amor, porque isso é mais um presente de Deus para nós.

O mundo não foi obediente aos ensinamentos de Jesus. Desejo que, nesta Sexta-feira Santa, tenhamos consciência do valor da humildade, da entrega, da confiança, da responsabilidade em sermos santos. A Sexta-feira Santa significa muito para aqueles que vivem a Palavra de Deus, porque sabem que Jesus foi o Cordeiro de Deus que tirou e tira o pecado do mundo.

Cada momento que vocês têm a honra de receber Jesus, tenham a consciência de que  estão recebendo o Salvador, aquele que o salvou – o mais lindo que o salvou!

Entreguem a Jesus, com muita confiança, esse momento de oração. Entreguem a Ele tudo aquilo que fizeram em agradecimento e todo ato penitencial. Agradeçam por todo amor que Jesus tem pela humanidade.

E, hoje, eu quero dar a vocês o dom da confiança. Saibam que esse amor de Jesus por vocês é misericordioso. Levem essa misericórdia a todos os cantos desta terra.

Por isso, eu quero deixar aqui com vocês o meu Coração e levar até Jesus o coração de vocês. Que tenham uma Sexta-feira Santa de paz, de oração, de silêncio, de acolhimento a Jesus de maneira espiritual e forte na sua alma. Que a sua alma possa ter sede e fome de paz. Este é o desejo da Mãe de Deus, a Mãe de vocês.

Que todos permaneçam na paz!

Os aniversariantes de hoje, que cada um receba de Deus um grande presente: a conversão. Vocês precisam dobrar os joelhos aos pés da Santa Cruz e, em seus corações, dizerem bem forte: “Eu quero, Jesus, a minha conversão.”

Vocês precisam fortemente dessa conversão, meus filhos, a conversão trará para o mundo a vitória e a fraternidade.

Eis aqui a Serva de Deus, que pediu a Jesus para abençoar essas flores para curar e libertar os doentes do corpo e da alma. E eis que o Senhor me chama.

 

[1] Jo 19, 26-27

Última modificação em Segunda, 25 Abril 2022 09:31
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