Queridos filhos!
É uma alegria viver um retiro espiritual; é um presente de Deus. Felizes são vocês que estão aqui neste Vale tão simples, tão humilde, mas tão cheio da presença de Deus. Felizes são vocês que foram fortes e disseram “sim”. Foi difícil — difícil estar aqui. Mas tudo o que é de Deus, tudo o que é bom, tudo o que faz bem para a alma não é fácil. Por isso, estou com o meu Coração radiante de paz, radiante de amor.
O Brasil e o mundo viverão um ano fortíssimo de batalhas — um ano de grandes tribulações e perseguições. O inimigo está furioso! Por isso, tentará de todas as formas destruir, abalar e derrubar vocês, filhos de Deus fortes e fiéis.
Mas Jesus nos fala que ninguém pode derrubar um homem de fé — nem mesmo a morte. Nem mesmo a morte! Porque quem tem fé acredita na ressurreição. Então, nem mesmo a morte pode abalar você, desanimá-lo ou destruí-lo, porque você acredita na ressurreição. E nós acreditamos na ressurreição — especialmente na ressurreição das nossas famílias. Porque Cristo é a Ressurreição.
Hoje, você que tem a família dilacerada, destruída, em pedaços, acredite na ressurreição da sua família. Aquilo que parece impossível é possível para a Sagrada Família, que intercede diretamente ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo pela restauração da sua família.
Você, jovem, Jesus falou tão bonito para você neste retiro. Ele disse: “Jovem, alerte-se! Jovem, fique de pé! Jovem, levante-se! Pois Eu, Cristo, preciso de você.” E por que Jesus precisa de vocês, jovens? Porque, numa batalha, os soldados mais fortes são aqueles que cumprem com grande sabedoria o projeto de Deus. E Deus tem um projeto para os jovens. Deus tem um plano para os jovens. Deus tem uma vocação para a vida de cada jovem.
Então, o jovem que se coloca aos pés de Jesus tem condições de viver e vivenciar uma vocação santa. Porque é tão bonito ver um sacerdote santo. É tão bonito ver um pai e uma mãe santos. É tão bonito ver um jovem e uma criança santos.
Assim, o jovem é um instrumento de Deus neste ano de batalha, para vencer o inimigo. E, por isso, precisa permanecer firme. Eu sei que o mundo hoje oferece ao jovem aquilo que o destrói. Mas Jesus oferece ao jovem o vinho da salvação, o vinho da paz, o vinho do amor, da coragem, da liberdade e da libertação. Porque o jovem que pensa que hoje está completamente liberto está, na verdade, prisioneiro — prisioneiro da dor, do sofrimento, da rebeldia, do pecado.
Quando Jesus fala das nossas crianças neste retiro, Ele revela o quanto elas são especiais e o quanto estão sofrendo hoje.
Brasil, acorde! Porque a criança no Brasil está sofrendo. A criança no Brasil está sendo morta de forma cruel. O Brasil pode sofrer amargamente a dor desse sangue derramado. Porque é sangue inocente — não é um sangue qualquer. É o sangue da criança. É o sangue do adolescente. É o sangue daquele que está sendo derramado pela ignorância, pela falta de Deus, pela ausência de fé.
Então o Brasil precisa se colocar aos pés de Jesus e pedir essa graça. Não podemos fingir que isso não está acontecendo. O pior erro da humanidade é fingir que está tudo bem, que tudo está imensamente cercado de alegria. Não! As famílias estão despedaçadas. Os jovens estão sem esperança. Fale de vocação para o jovem hoje, e ele não tem ânimo; já não acredita mais.
O Brasil é um país gigante. É uma Terra de Santa Cruz — e precisa se alertar! Deus está trazendo sinais visíveis da Sua misericórdia. Está derramando sobre nós uma fonte, um rio, um mar de misericórdia. Um mar de misericórdia! E muitos permanecem na cegueira espiritual — e virão muitas doenças espirituais.
Hoje, o homem se acomodou, e não pode se acomodar. A missão do homem é o trabalho. A missão do homem é a evangelização. A missão do homem é a família. No dia em que você amanhecer e se sentir fraco para trabalhar, significa que algo não está bem com você, porque o trabalho é bênção de Deus.
São José, grande protetor dos trabalhadores, foi exemplo da dignidade do trabalho na vida da família e do sustento familiar.
Hoje as pessoas estão desanimadas. Claramente, a preguiça — um pecado capital grave — tem dominado as pessoas: preguiça do trabalho, preguiça da oração. E Deus está sempre nos chamando a viver de modo disposto, colaborando para a restauração de uma nação.
O Brasil precisa ser uma nação restaurada. O Brasil precisa ser uma nação cheia do Espírito Santo de Deus para ajudar o mundo. Porque grande parte das nações hoje já não tem mais fé, já não tem mais luz, já não tem mais esperança, já não tem mais brilho; já não celebra o nascimento de uma criança, nem a alegria do sorriso de um jovem, nem a esperança e a felicidade de uma família.
Por isso, o Brasil precisa deste retiro espiritual. E este retiro, neste ano de batalha, foi diferente: foi um retiro de cura. E o que cura? A conversão. Se você não se converte, você não se cura.
Quero falar a vocês hoje, aqui, como Mãe de Deus e Mãe de vocês: se você não se converter, você não se cura. Se você não se converter, pode até participar da Santa Eucaristia, mas não terá a essência de Jesus. Se você não se converter, será amargo, perseguirá as pessoas, perderá a fé, ficará triste; sua vida será atormentada pela perseguição maligna. Porque o demônio existe.
E, se você não se converte, a graça de Deus, a luz do Espírito Santo e a paz não permanecem em você. Se você não renuncia a si mesmo, o demônio zomba de você, filho. Não pense que ele não zomba — ele zomba, sim.
Por isso estou aqui como uma Mãe que vem trazer um conselho de mãe: vença o inimigo, converta-se! A conversão é o alívio de que você precisa para se curar — para se curar de uma doença do corpo e de uma doença da alma. O homem precisa se converter. Porque o homem, muitas vezes, culpa o outro pelo seu sofrimento.
E eu digo a vocês: quem não se converte e vive a culpar o outro pelo próprio fracasso é porque o demônio o está conduzindo ao fracasso. O demônio leva ao fracasso. O demônio zomba de você. Ele o coloca como rei da glória e o leva ao fracasso. É o contrário de Jesus: Jesus o coloca como rei da humildade e o conduz à glória do Céu. Já o demônio o faz sentir dono da sabedoria, dono da razão — e, no entanto, você está no chão, na lama, arrasado. Tudo na sua vida é mágoa. Tudo na sua vida é perseguição. Tudo na sua vida é ferir. Tudo na sua vida é reclamar. Você nunca diz: “Senhor, obrigado. Senhor, obrigado pela minha vida. Obrigado pela minha família.”
O demônio é veneno, e ele lança esse veneno sobre você. E o ano da batalha é o ano de vencer o demônio.
O que é a batalha? Se você vai para uma batalha na guerra, você tem que vencer algo. E o ano da batalha espiritual é o ano de vencer o demônio. E eu digo a vocês: quem se converter vai vencer o demônio; quem não se converter, o demônio vai destruir. Então, você precisa se converter. Precisa deixar esse mundo do pecado, esse mundo que o destrói. Algo dentro de você sabe o que é bom e o que é ruim.
Hoje, todos vocês estão aqui, numa noite silenciosa. Porque, quando falta a luz na noite, vocês fazem mais silêncio. Então, é uma noite silenciosa — uma noite de silêncio, para você respirar Deus. Você tem a graça de saber que este ano será pesado, doloroso. Mas Jesus estará com você. Ele nunca o abandonou no peso da cruz. Nunca o abandonou em suas dores. Jesus estará com você. Mas o silêncio nos faz permanecer com Jesus.
Filhos, sejam obedientes. Um filho deve ser obediente ao pai e à mãe; então, seja obediente. Você, aqui, é obediente à Santa Igreja? Seja obediente. O demônio quer guerra; Deus quer obediência e paz. A guerra nasce daquele que não quer obedecer. Quando somos obedientes, trazemos a paz; precisamos viver a paz.
O demônio quer que você faça uma batalha interna. Deus quer que você vença a batalha espiritual — na qual você sofrerá. É diferente. O demônio quer causar fúria; Deus quer derramar paz sobre você.
Um soldado, quando vai para a guerra com medo, sofre muito mais; quando vai corajoso e disposto, vence. Portanto, o medo não faz parte do soldado de Jesus. Precisamos viver a graça das bem-aventuranças e olhar para as situações que o homem está enfrentando.
O que está acontecendo hoje com o Brasil e com o mundo? Vocês estão diante de um mundo de informação. Hoje, tudo é muito rápido. O que se vive aqui pode ser vivido no mundo inteiro, porque tudo se propaga rapidamente, tudo é lançado às pessoas com rapidez.
E o que acontece hoje, filhos? Vocês veem apenas sofrimento; não veem alegria — só sofrimento. O que chega hoje às suas casas? Notícias de suicídios, mortes, pais que matam filhos. Vocês veem a violência a toda hora. Às vezes, uma jovem está feliz, caminhando, e vem alguém e devasta a sua vida. Ela estava ali, diante de uma missão, e a vida terrena lhe é tirada — porque a vida espiritual não morre. E vocês estão vendo tudo isso.
Sabe o que acontece hoje com vocês? Vocês veem, mas não despertam. É como se estivessem habituados a receber, todos os dias, uma notícia mais dolorosa, mais dolorosa, cada vez mais dolorosa. E você precisa vencer o demônio; não é para viver preso a notícias dolorosas. O demônio quer que vocês vejam apenas notícias dolorosas, porque ele quer reinar na família, quer reinar nesta fraternidade, quer reinar na Santa Igreja.
Mas o Reino de Deus é um reino onde ele não pode reinar, porque é o reino do amor. O demônio é amor? O Reino de Deus é o reino da paz. O demônio é paz? O Reino de Deus é o reino da justiça. O demônio é justiça? Então ele não pode reinar no Reino de Deus. Não pode reinar na sua família. Não pode reinar na Comunidade Fraterna. Não pode reinar no Brasil. Não pode reinar na Santa Igreja. Porque o povo de Deus pertence a Deus. E Deus é muito maior que o demônio — disso não tenho dúvidas. O demônio não tem o poder que Deus tem. Pode ser venenoso, astuto, maldoso, malicioso, mas não é Deus.
Se você estiver diante de um sofrimento, o que o faz vencê-lo: o amor ou o ódio? Se você tem ódio no coração, mais sofrimento terá, mais veneno terá, mais dor terá. Se você ama, você perdoa — e a dor passa. O amor vence. Então, o demônio não é maior do que Deus. E vocês precisam ter essa sabedoria. Porque hoje muitos pensam que o demônio tudo pode. Por isso, você está permitindo que, na sua casa, cheguem notícias de dor sem reagir com fé. Em vez de dobrar os joelhos e dizer: “O Brasil e o mundo precisam de cura. Isso não é bom.”
Pense no que a humanidade colherá como consequência dos próprios atos. Às vezes, vocês pensam em guerra, em doença, em dificuldades materiais — mas e o sofrimento espiritual? E se vier um sofrimento espiritual, para o qual não há para onde correr? Porque, se vem uma tempestade, você corre. Se vem uma doença, por mais dolorosa que seja, você pode procurar auxílio. Mas e o sofrimento espiritual? Para onde fugir?
Há um lugar para onde você pode ir: o Coração de Deus.
Então, o que vocês precisam fazer neste Ano da Batalha? Parar — vocês, brasileiros, e todas as pessoas da Terra — e refletir. O demônio já está zombando da humanidade. Aqui, na Comunidade Fraterna, há muitas pessoas das quais o demônio já zomba: só lança veneno, só lança maldade. Dizer que isso é de Deus, num lugar santo como este? Dentro da Igreja, o demônio zomba. Há tantas divisões, tantas intrigas, tantos julgamentos, tanta maldade. Por isso, vocês precisam se alertar. A batalha está aí. Não está lá fora — está aqui. Está na família. Está na fraternidade. Está na Igreja.
O que vai salvar o mundo é a oração. O que vai salvar o Brasil é a oração. Não será um remédio que salvará o Brasil. Não será um homem que salvará o Brasil. É a oração que salvará o Brasil. Parece difícil de acreditar, mas é a oração que derruba o demônio — este demônio que hoje está destruindo o mundo, a terra e os homens.
Quantas almas já estão se condenando por falta de luz. Portanto, quando Jesus fala de uma batalha, é preciso refletir; não é apenas ouvir uma mensagem bonita.
Filhos, o meu tempo já está por se encerrar na Terra. Estou aqui ainda por misericórdia de Deus, porque vocês precisam do auxílio do Céu. Se lhes falta esse auxílio do Céu, vocês perambularão perdidos nesta terra. Vocês precisam desse auxílio. É ele que os conduzirá à fé, à conversão, à confissão, à oração, a receber Jesus de coração e alma.
Mas Deus lhes deu a liberdade. Vocês vão escolher: ou santidade, ou nada. Vocês farão a sua escolha — Deus, ou deixar-se levar pelo nada, que é o demônio.
Então, a escolha é de vocês, filhos. Isso é muito sério, porque a escolha é de vocês. Se fosse da Mãe de Deus, todos escolheriam Deus, escolheriam a santidade. Eu quero ver vocês eternamente felizes no Céu — é isso que desejo para vocês. Por isso estou aqui, e Deus ainda permite que, neste retiro espiritual, eu esteja como Mãe, trazendo a vocês a Palavra do Senhor.
Por isso, com grande alegria e amor, quero, neste momento, dar a vocês a minha bênção.
Neste momento, Nossa Senhora abençoa a todos e todos cantam: “Dai-nos a bênção...”
Queridos filhos!
Eu os abençoei com muito carinho. Fiquei feliz em viver convosco este retiro lindíssimo em todos os seus momentos: Eucarísticos, de adoração, de oração, e nos encontros aqui neste lugar que, para mim, é um lugar que o Céu escolheu para a Mãe e para os filhos.
Este vale onde estamos agora é o vale que Deus escolheu para Maria, Mãe de Piedade, e para os filhos da Mãe de Piedade. Deus escolheu este lugar singelo, mas cheio de paz — um lugar onde você vem e sabe que o Céu nos toca, que o Espírito Santo nos toca, que Jesus nos abraça e que Deus nos ama imensamente.
É assim que nos sentimos neste vale: sentimos o Céu no meio de nós, Deus no meio de nós. Porque eu, Maria, estou aqui pela vontade de Deus, e vocês também. Todos nós somos servos e servas do Senhor, e o Senhor, em nossa vida, realiza a Sua santa vontade.
Essa mensagem de hoje é uma mensagem da qual vocês não devem se assustar ao ouvir. É um recado do Céu para vocês, para o bem de vocês. É tempo de conversão. Vocês querem colher mais dor em seu país? Mais dor na terra? Continuem a vida como desejarem. Mas, se querem a paz na terra, a paz em seu país, convertam-se. É a conversão que trará ao mundo o Triunfo do meu Imaculado Coração. É a conversão, filhos.
Eu vejo, filhos, aqui, cansados — vocês que eram jovens e estão envelhecendo para a terra. Porque, para Deus, vocês nunca envelhecem; são sempre almas lindíssimas. Mas eu os vejo cansados, pensando: “Cadê o Triunfo?” Eu quero dizer a vocês: o Triunfo ainda não chegou porque vocês não se converteram. No dia em que vocês se converterem, esse Triunfo chegará. Portanto, vocês precisam se converter.
Para que este mundo seja um mundo de paz, é necessário o Triunfo do meu Imaculado Coração. Isso é uma promessa de Deus para a humanidade: o Triunfo do meu Imaculado Coração.
Eu desejo a vocês muita paz. Àqueles que trouxeram flores para serem abençoadas, peço sempre a Jesus que as abençoe para a cura e libertação de vocês. Muitas vezes, vocês podem pensar: basta apenas uma pétala abençoada. Jesus disse: “Eu preciso tocar o seu coração, tocar o seu coração, tocar o seu coração, até que você o abra para mim.”
Por isso, essas pétalas, em cada momento em que estou aqui presente de corpo e alma, fazem a diferença. Porque, se vocês as recebessem e se convertessem, o mundo já seria outro. Mas Jesus precisa bater ao seu coração, bater ao seu coração, bater ao seu coração, para que vocês se convertam, filhos.
Portanto, quero pedir a vocês algo de Mãe para filhos: convertam-se. O tempo chegou. É hora. É o momento. É agora a conversão de vocês. O que o mundo mais precisa, neste Ano da Batalha, é a conversão. Quem não se converter não derrubará o demônio. Vocês precisam vencer o demônio, não permitir que ele aja. Porque, se não se converterem, verão apenas tristeza na Terra. Convertam-se, para ver bênçãos, alegrias e os frutos da misericórdia do Senhor.
Desejo a vocês muita paz. Que tenham um ano de lutas e de vitórias, de batalhas vencidas com a bênção do Pai, do Filho e do Divino Espírito Santo.
Eis aqui a Serva de Deus, a Mãe de Deus, e eis que o Senhor me chama.