Queridos filhos!
É uma grande bênção de Deus esta tarde, este momento de graças e de oração. Hoje, Deus nos concede, como presente, este tempo de reflexão — este tempo de adorar e amar imensamente a Jesus.
Vivemos o tempo do grande combate, da intensa luta, da batalha familiar, da luta pela vida. É tempo de dobrar os joelhos e, no silêncio mais íntimo do seu coração, unido ao Coração de Jesus, você suplicar pela sua conversão.
O que o mundo precisa é converter-se, amar mais, ter respeito uns pelos outros e acolher a graça do silêncio.
O tempo quaresmal é o tempo do silêncio; é o tempo da grande obra de Deus, da profunda reflexão. Deus deu a vida para salvar você. Ele morreu na cruz para libertar você.
Eu sinto, como Mãe de vocês, como Mãe de Deus, sinto profundamente, como Mãe, o compromisso e o dever de ensinar a vocês a importância desse silêncio — a importância de viver esse silêncio.
Principalmente vocês, que estão aqui pedindo a Deus uma graça, uma cura, uma libertação, um exorcismo; vocês que estão aqui suplicando por sua família, para que, em sua casa, reine a paz, reine a misericórdia, reine o perdão e o amor; para que os corações se abram — e continuem abertos — à realização do plano do Senhor.
Filhos, há tantos mistérios de Deus na Terra; há tantos prodígios de Deus sobre esta Terra! Vocês estão vivendo hoje um vale de lágrimas dolorosíssimo. Se você olhar para a sua própria vida, sentirá o quanto está faltando o temor a Deus.
Como é possível que o homem não tema a Deus? Julga por si mesmo, considera-se dono da sabedoria plena, dono da verdade. Julga-se sempre capaz, e nunca escuta a voz do Senhor, nunca escuta o silêncio.
Deus está no silêncio.
Se queremos realmente encontrar Deus, nós vamos encontrá-Lo na simplicidade, no silêncio. É nas coisas mais pequeninas que vamos encontrar Deus — não nas grandes coisas, não na grande sabedoria humana, mas na grandiosa sabedoria divina: na sabedoria do respeito, na sabedoria do perdão, na sabedoria da entrega e da confiança.
Ninguém sabe do seu hoje. Ninguém sabe o que pode acontecer com você hoje. Por isso, entregue sua vida ao Senhor. Entregue a Ele sua família, sua casa, seu país, sua caminhada, sua profissão — todos os dons que Deus concedeu a você pertencem a Ele.
O tempo quaresmal nos faz aproximar da cruz de Jesus. Conduz-nos a nos colocarmos diante dessa cruz e a pedir perdão. O que o mundo precisa fazer hoje, numa só voz? Pedir perdão. Perdão! Quantos pecados são cometidos... Quanta falta de discernimento!
De que adianta o homem achar que conhece quem é Deus, se ele não vive a vontade de Deus? Se ele não faz a vontade de Deus? Se ele não se entrega à grande humildade que é Deus?
Jesus foi tão simples... A simplicidade de Jesus fez com que todos compreendessem a grandiosidade de Deus — na simplicidade do amor que Jesus Cristo derrama, e derramou, sobre nós.
Esse amor, que hoje nos torna confiantes, nos faz corajosos, nos dá fé para viver bem — como vocês estão vivendo neste dia. Na presença Eucarística, na Santa Comunhão, na partilha, na fraternidade, no silêncio profundo. Colocando-se aqui, aos pés da cruz. Aos pés da Santa Cruz. E meditando, sobretudo, tudo o que Jesus fez por você. E tudo o que Ele fez por você, Ele fez porque ama você. E hoje, Jesus continua fazendo tanto por você.
Olhe a misericórdia de Deus nos tempos de hoje! Se não fosse essa misericórdia, já não existiria fé sobre a Terra, nem momentos de oração. Diante de tantas batalhas, o povo de Deus ora. É claro que precisa orar muito mais. Esse exército precisa crescer mais. Porque este exército é imenso — um exército de muitos e muitos — mas poucos se colocam aos pés da Santa Cruz. Tão poucos se colocam aos pés da Cruz Sagrada.
Essa cruz é a que nos faz vencer o mal, os ataques malignos, as perseguições malignas.
O bom servo de Deus sempre encontrará dificuldades. Sempre enfrentará perseguições. A prova de que você serve ao Senhor é a cruz. É o caminho estreito. É o caminhar difícil. Mas o silêncio é a prova de amor.
Quando alguém perseguir você, não faça o mesmo. Quando alguém criticar você, não critique. Dobre os joelhos e se coloque aos pés da Santa Cruz. Entregue nas mãos de Jesus a sua batalha. Dê combate com o silêncio e com a oração.
Combater o demônio é com oração e silêncio — não com barulho. Porque o demônio é o barulho. Ele provoca tempestades, causa barulho, conduz o homem à cegueira.
Por isso, Jesus pede: lave o seu rosto com a misericórdia. Abra os seus olhos com o Sangue de Cristo Misericordioso. E comece a enxergar a situação da Terra, dos povos, da grande batalha que hoje todos enfrentam: material, espiritual, temporal.
É o tempo! É materialmente? Sim — doenças na carne, fragilidades, dificuldades. Quantos estão passando fome num mundo tão farto? Porque não há partilha, não há amor, não se vive a fraternidade.
Quando falamos de sofrimento espiritual, falamos da grande cegueira: não ter tempo para Deus, não orar, não meditar, não refletir, não agradecer.
Você já agradeceu a Deus hoje pelo milagre de estar vivo? Estar vivo é um milagre. Ter a sua família é um milagre. Cumprir a sua missão é um milagre.
Você já agradeceu a Deus pelo grande livramento que Ele concedeu a você?
Grandes combates você já enfrentou, enfrenta e ainda enfrentará — e Deus está sempre concedendo a você a força para vencer, a coragem para seguir adiante.
O homem não sabe dobrar os joelhos aos pés de Jesus, aos pés da Cruz Santa, e se colocar como pecador que precisa se arrepender e, dali em diante, como nos ensinou Jesus: “Não peques mais. Evite o pecado!”
Filhos, o que mais haverá hoje são ataques e perseguições — porque é combate. Não se trata de um ano qualquer: é o Ano do Combate. Há muito tempo vocês vêm caminhando por uma estrada de caminho difícil.
E é Jesus, que é o nosso Caminho, quem nos ensina a ter forças para vencer os grandes obstáculos — sejam os espinhos, as pedras, os sofrimentos, as perseguições, as dificuldades.
Jesus nos ensina a ter fé, a abrir os nossos olhos — não os olhos do corpo, mas os olhos da alma. A sentir o Espírito Santo, o poder do Espírito Santo a nos tocar.
E quando falamos das coisas do Pai, das coisas de Deus, das coisas do Céu, falamos deste tempo de fé. A Quaresma é um tempo de fé.
Às vezes, o homem diz assim: “O tempo quaresmal é tão difícil!” Sabe por que é difícil, filhos? Porque muitas vezes você não ama a cruz que tem — aquela que precisa carregar em sua missão, em sua vida missionária. Seja como pai, como mãe, como filho, como sacerdote; seja como jovem ou criança.
É preciso amar. Sem amor, o homem não vence. Sem amor, o homem não cresce. Sem amor, o homem não constrói. O homem não multiplica.
Hoje, precisamos de muita oração pelas famílias, por vocações santas. A família precisa ser santa. O sacerdote precisa ser santo. E de onde vêm todos? Do ventre, do seio de uma família. Por isso, a família precisa ser o espelho para o mundo.
Este mês é dedicado a São José — São José, o grande protetor da família.
Você, homem, siga os passos de São José: na sua vida como pai, como servo da sua família, como servidor da sua casa, como aquele que Deus escolheu para conduzir a sua família.
Peça a São José, sempre, que conceda a você a sabedoria necessária. São José, tão sábio, se entregava, confiava e, diante da Palavra do Senhor, vivenciava plenamente toda a graça.
A Palavra de Deus, hoje, nos ensina a vivenciar o tempo da graça — mesmo sendo um tempo difícil. Será um ano muito difícil. Haverá um grande combate para vocês enfrentarem, uma grande batalha para vocês combaterem e vencerem. Mas Deus é maior. Em tudo, vemos a vitória.
Quando Jesus carregava aquela cruz, Ele nos concedeu a grande graça da vitória — a vitória que sempre reinará. Deus sempre reinará. Deus sempre reina. O Reino de Deus está no meio de nós. É Cristo Jesus. É o Pai. É o Espírito Santo.
E como combater o mal? Com a presença da Santíssima Trindade conosco: Pai, Filho e Espírito Santo. Assim venceremos todas as provas, todas as lutas — sejam em sua casa, em seu país, no seu trabalho, no seu dia a dia, em sua caminhada, ou na busca pela oração.
Vocês que são servos, que hoje estão sendo evangelizadores — como disse Jesus: “Os homens de fé que evangelizam, sejam fortes.” Não será fácil evangelizar. Mas sejam fortes! Deus está conosco.
Vamos abrir o nosso coração e receber as bênçãos do Céu. Vamos pedir a Deus pelo Brasil. Supliquemos pela cura do povo brasileiro. Quem faz um país é o seu povo — e, se o seu povo tem Deus, viverá uma verdadeira riqueza em sua nação.
Deus precisa ser a luz desta terra, desta Terra de Santa Cruz. Peçamos a Jesus: cuide desta nação. Coloque sobre ela os Anjos da Guarda — para defender, proteger, conduzir e guardar a todos.
Com grande carinho e amor, eu quero, neste momento, dar a minha bênção.
Nesse momento, Nossa Senhora abençoa todos enquanto cantam: “Dai-nos a bênção...”
Queridos filhos!
Eu lhes abençoei com grande amor. Hoje, Jesus nos pede, com tanta clareza, a conversão. Este é um tempo em que cada coração é chamado a fazer algo — em consolo e reparação ao Coração de Jesus. Todos! Cada filho, cada filha, jovem, criança. Sempre pensem e façam essa belíssima reflexão neste tempo quaresmal: realizar um ato reparador, ou uma penitência.
Jesus nos pede a conversão. Ele sabe que o maior tesouro que vocês podem receber na vida é a sua conversão: o seu retorno a Deus, a lapidação da sua alma, o silêncio, evitar os julgamentos.
O mundo, hoje, é feito de julgamentos. Às vezes, você nem conhece a semente, e já quer dizer qual é o fruto. Muitas vezes, você nem conhece a árvore, e já quer afirmar qual o sabor do fruto.
A humanidade precisa conhecer as coisas de Deus. Precisa ter uma verdadeira experiência com Deus.
Por isso, nesta Comunidade Fraterna, criada pelo Céu, vocês têm a graça de viver essa experiência: conhecer a semente. Qual é a semente? Qual é o sabor dessa semente?
O que você aprendeu durante este dia de hoje? Você, que está aqui em vigília e em oração, que teve a felicidade de estar neste Santuário — o que você vivenciou aqui?
Qual foi o perfume de Jesus para a sua vida? Cura? Silêncio? Exorcismo? Libertação? Ele trouxe para você paz, alegria, compreensão da Palavra? Concedeu a graça do discernimento? A graça de ouvir o Céu, de caminhar com o Céu, de sentir a beleza do Céu?
Hoje, é necessário que as pessoas sejam sábias. O verdadeiro sábio edifica a sua graça sobre Cristo — não sobre a areia, nem sobre o vento, nem sobre os julgamentos.
O verdadeiro sábio conhece a essência da Palavra. Conhece a essência da obra. Uma obra de Deus é forte. Uma obra de Deus tem fundamentos. Uma obra de Deus cresce. Uma obra de Deus tem testemunho.
Deus realiza milagres. Toda obra do Senhor é marcada por milagres. E o maior milagre é a Sua presença. Você é a Igreja de Jesus. Você é o tijolo fundamental da Igreja de Jesus.
Quando temos essa graça — de aprender que o tempo quaresmal é a grande busca pela conversão, inclusive a conversão da sua família — compreendemos a importância de dedicar mais tempo às coisas do Céu, à vida diária de oração.
Não se trata de orar apenas neste dia de hoje. Trata-se de uma vida de oração constante. Porque dar combate é com oração! Vencer o inimigo é com oração!
O grande combate dos tempos de hoje, além da oração e da fortaleza Eucarística — que é Jesus — é o silêncio. Silenciar mais.
Quando vier a tempestade, transforme-a em silêncio, em brisa mansa. Disse Jesus: “Eu sou a brisa mansa, não sou a tempestade. Eu sou a brisa mansa.”
Aproveite este tempo que ainda resta, para que você possa mergulhar na misericórdia de Deus, afundar-se no oceano da infinita Misericórdia Divina, suplicando a sua conversão.
Eu quero que vocês valorizem este tempo quaresmal que ainda resta. Neste período especial, peçam a sua conversão — e, mais bonito ainda, lutem por sua conversão.
Procurem Deus. Procurem o caminho que levará vocês ao Céu: Jesus. Este é o desejo da Mãe de Deus, da Mãe da Piedade.
Neste momento, eu peço a Jesus que abençoe estas flores — para a cura, a libertação e o exorcismo dos doentes do corpo e da alma.
Eis aqui Maria, a Serva do Senhor — aquela que também parabeniza todos os aniversariantes deste dia, pedindo a Jesus que conceda a eles o dom de amar a vida, o dom de agradecer pela vida. Porque, se você está aqui, é pela vontade de Deus — que é o Pai, o Filho e o Divino Espírito Santo.
Eis aqui a Serva do Senhor, e eis que o Senhor me chama.